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MARCELA GUIMARÃES NEVES

Começar de novo: fundamentos do ESG e capitalismo de stakeholders


É chegado o tempo do, "the great reset", de acordo com os participantes do último Fórum Econômico Mundial de Davos, para discutir e buscar alternativas aos desafios do mercado mundial.

Desde os tempos da Revolução Industrial, o objetivo era unicamente o aumento da lucratividade das empresas e empresários. No entanto, movimentos iniciados em meados do século passado já representavam uma reação ao dito "capitalismo de shareholders". O avanço rumo a um capitalismo de stakeholders (partes interessadas), iniciou-se com ideias e propostas que surgiram como reações aos impactos socioambientais dos negócios feitos no modelo anterior.



Não se pode olvidar que as boas práticas de governança corporativa são fundamentais para que adequações desta monta sejam possíveis. Somente as empresas com propósitos bem alinhados às práticas ESG permanecerão no mercado. Conforme afirma Larry Fink, CEO da BlackRock, multinacional norte-americana de gestão de investimentos: "A sustentabilidade deve ser o nosso novo padrão de investimento". Ou seja, para tornar ainda mais simples as variáveis ESG: sustentabilidade é igual à rentabilidade.

Começar de novo ou apertar o botão reset, significa proceder à urgente transmutação de um capitalismo de shareholders para um capitalismo de stakeholders, em que consumidores, fornecedores, colaboradores, investidores, reguladores e comunidade em geral tenham participação nas decisões empresariais que possam impactar não apenas a vida no planeta (há empresas que faturam por ano o equivalente ao PIB de diversos países), como a rotina de quem só busca o pão para sobreviver, como no caso das populações ribeirinhas nas tragédias de Brumadinho e Mariana, no Brasil. Acionar o botão do recomeço é humanizar o capitalismo para que todos os habitantes deste nosso belo planeta possam efetivamente "lucrar".


Leia aqui o artigo na íntegra


Marcela Guimarães Neves é membra da Comissão de Direito Empresarial

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